Vi há dias, na secção de esoterismo duma livraria conceituada da capital, duas jovens vislumbradas com um livro de práticas de Magia Negra nas mãos, seguido de um outro de bruxaria – que também pertence ao mesmo tipo de magia - e dos quais liam, fascinadas, algumas passagens.
Obviamente que as referidas obras estão à venda pelo que é natural que estejam expostas nos escaparates das lojas. Já não há muito de secretismo em relação a estes temas outrora tidos como proibidos ou, pelo menos, apelidados como “de conteúdo perigoso”.
O que estas jovens, bem como o público em geral, muitas vezes desconhece é o real perigo que representam não apenas a leitura mas sobretudo a prática da Magia Negra, necessariamente oposta à Magia Branca, esta sim, não maléfica.
Contudo, até que ponto poderão ser estas práticas perigosas? Na verdade, os domínios do oculto não são para os leigos por, simplesmente, não estarem preparados. O que sucede muitas vezes é que pessoas incautas e apenas atraídas por estes mistérios, entrando nestes territórios do mundo oculto não só não conseguem muitas vezes voltar a saír como as lesões psíquicas sofridas são irreversíveis. Danos que têm consequências irreparáveis a nível da alma em termos futuros.
É preciso começar por fazer a separação entre o trigo e o joio – entre o bem e o mal – entre o que constitui perigo na verdade, e o que não constitui. Assim, obras de São Cipriano, bem como as de Allan Kardec, por exemplo, são de todo a evitar devido aos seus conteúdos.
Brincar com o obscuro, com o que não se conhece, ainda que por mera curiosidade, pode implicar um preço muito elevado a pagar. Depois, será tarde demais. Só alguns, muito poucos, conseguirão voltar ao estado de normalidade. Estes são os afortunados pois a maioria não tem esta sorte.