Munique

Para além da questão político-religiosa de Israel e da Palestina – assunto pendente há décadas – recentemente fomos confrontados com as caricaturas ao profeta Maomé que continuam na ordem do dia na comunicação social.
O filme Munique de Steven Spielberg, não só não nos permite esquecer os conflitos do Médio Oriente, como nos transmite uma perspectiva da inutilidade das guerras, em particular, guerras de cariz religioso como as perpetuadas por grupos extremistas e fundamentalistas que nos conduzem ao cenário triste do terrorismo.
Spielberg, que tem sangue judeu, tentou não ser conotado neste filme como um pró-semita à semelhança do que sucedeu com a sua Lista de Schindler. Por isso, vemos em Munique uma película imparcial e tão neutral como se de um documentário se tratasse.
Bem realizado, não deixa, obviamente, de ser um filme político pelo que poderá não ser do agrado de muitos amantes da sétima arte. Para quem conhece, ou se recorda, minimamente dos eventos ocorridos nos Jogos Olímpicos desta cidade alemã em 1972, encontrará aqui bons motivos para reflectir sobre a ignorância do Homem que teima em não terminar. Parece que a humanidade apenas evoluiu em termos tecnológicos já que no aspecto humano, propriamente dito, involuiu.
Spielberg, que tem sangue judeu, tentou não ser conotado neste filme como um pró-semita à semelhança do que sucedeu com a sua Lista de Schindler. Por isso, vemos em Munique uma película imparcial e tão neutral como se de um documentário se tratasse.
Bem realizado, não deixa, obviamente, de ser um filme político pelo que poderá não ser do agrado de muitos amantes da sétima arte. Para quem conhece, ou se recorda, minimamente dos eventos ocorridos nos Jogos Olímpicos desta cidade alemã em 1972, encontrará aqui bons motivos para reflectir sobre a ignorância do Homem que teima em não terminar. Parece que a humanidade apenas evoluiu em termos tecnológicos já que no aspecto humano, propriamente dito, involuiu.


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